Teu cheiro ficou na minha pele, como um vício que não se lava.
Ela fechou os olhos e respirou fundo... o cheiro dele ainda estava ali, preso na pele, misturado ao suor, ao lençol, à lembrança da noite anterior.
Ele riu baixo.
— Ainda sente meu perfume?
Ela abriu os olhos devagar, o olhar cheio de provocação.
— Mais que isso. Sinto você em mim.
Não era perfume.
Era presença.
Aquela que não sai com o banho, nem com o tempo.
Porque certos corpos não se tocam... se gravam.
E o dela, agora, era território marcado.