quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Tem conversa que começa na boca e termina na pele.

 Tem conversa que começa na boca e termina na pele.

Eles continuavam conversando, mas já não prestavam atenção nas palavras.

— A gente devia parar.
Ele deu um passo mais perto.
— Você fala isso sem nenhuma vontade de ir embora.

Ela não respondeu.
Porque algumas respostas acontecem no silêncio.

sábado, 1 de agosto de 2026

Te ouvir baixinho perto demais devia ser proibido.


Te ouvir baixinho perto demais devia ser proibido.

Ela pediu que ele chegasse mais perto, mas foi a voz dele que a atravessou primeiro.

— Você fala isso como quem quer problema.
Ela sorriu sem defesa.
— Talvez eu queira mesmo.

E naquele instante, o perigo deixou de ser hipótese.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Você flerta como quem acende fósforo perto de gasolina.


Você flerta como quem acende fósforo perto de gasolina.

Ela já sabia que deveria recuar.

Mas havia algo viciante no jeito como ele provocava sem pressa.

— Você gosta do perigo?
Ela sorriu lentamente.
— Só quando ele olha de volta pra mim.

E ali, os dois entenderam:
ninguém naquela conversa estava tentando apagar o incêndio

sábado, 25 de julho de 2026

O problema da nossa conversa é que o corpo começa a responder antes da razão.

 


O problema da nossa conversa é que o corpo começa a responder antes da razão.

Eles ainda estavam falando sobre coisas comuns quando o clima mudou sem aviso.

— Você percebe o que faz comigo? — ele perguntou.
Ela respirou fundo antes de responder:
— Percebo. E você também percebe.

O pior das conversas perigosas é isso:
o corpo entende antes da coragem admitir.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Tem perigo no jeito que você diz meu nome devagar.

 

Tem perigo no jeito que você diz meu nome devagar.

Ele disse o nome dela lentamente, como quem experimenta algo proibido.

— Por que você falou assim?
— Porque gosto do efeito que teu nome tem na minha boca.

Ela desviou o olhar por um instante, mas o arrepio já tinha acontecido.
Algumas pessoas não precisam tocar para incendiar.

sábado, 18 de julho de 2026

Você me olha como quem já imaginou coisas perigosas comigo.

 


Você me olha como quem já imaginou coisas perigosas comigo.


Ela sustentou o olhar dele por tempo suficiente para perder a tranquilidade.

— Que olhar é esse? — perguntou, tentando parecer calma.
Ele sorriu sem pressa.
— O tipo que não deveria durar tanto.

Mas durou.
E no tempo exato daquele silêncio, os dois entenderam que já estavam atravessando um limite invisível.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Toda conversa nossa começa inocente demais para terminar segura.


Toda conversa nossa começa inocente demais para terminar segura.

A conversa começou simples.

Uma provocação pequena, um sorriso atravessado, um silêncio longo demais.

— A gente devia mudar de assunto — ela disse, já sabendo que não queria.
Ele aproximou o rosto devagar.
— Devia. Mas olha como você continua aqui.

E continuou.
Porque certas conversas não procuram sentido — procuram incêndio.

Tem conversa que começa na boca e termina na pele.

  Tem conversa que começa na boca e termina na pele. Eles continuavam conversando, mas já não prestavam atenção nas palavras. — A gente devi...