Brinco com teu autocontrole só pra ver até onde ele aguenta.
Ela o observava com calma — a mandíbula tensa, as mãos quietas, o olhar fixo tentando disfarçar o que o corpo já gritava.
— Você se diverte me provocando? — perguntou, entre sério e rendido.
Ela inclinou a cabeça, um meio sorriso desenhando nos lábios.
— Só quando vejo que você tenta disfarçar.
O jogo era esse: fazer o desejo perder a compostura.
Ela não precisava de toque, bastava presença.
Sabia o poder de uma provocação dita no tom certo, de um silêncio que parecia
convite.
E enquanto ele lutava por controle, ela já tinha vencido.
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