Tua pele pede o que tua boca ainda não teve coragem de dizer.
Ele encostou a ponta dos dedos na cintura dela, e o corpo respondeu antes mesmo de qualquer palavra.
— Vai falar o que quer? — perguntou, num tom provocante, o olhar fixo nas
reações dela.
Ela sorriu, com o peito subindo e descendo rápido.
— Não preciso. Meu corpo já contou tudo.
A
respiração dizia mais do que o discurso. O arrepio, a tensão, o leve tremor —
tudo era confissão.
Ela não precisava pedir, ele já entendia. Porque certos desejos não se falam —
se sentem, se provocam, se tocam até a pele confessar sozinha.
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