Deixei você entrar no meu corpo, mas o erro foi deixar entrar na minha mente.
Ela sabia que ele já estava dentro... não só do corpo, mas dos pensamentos, dos intervalos entre as palavras, do espaço entre uma respiração e outra.
— Você mexe comigo — ele confessou.
Ela sorriu, lenta, como quem sabe a força do próprio veneno.
— É porque eu toco onde ninguém nunca encostou.
Era mais do que sexo. Era possessão disfarçada de carinho.
Um jogo de mentes, onde o prazer era apenas a superfície do abismo.
E quanto mais ela se deixava ir, mais percebia que o corpo era o disfarce da
alma quando quer ser tocada.
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