Teu corpo entende o idioma que minha pele fala.
O silêncio entre eles era quente, quase palpável.
Ele se inclinou, prestes a dizer algo, mas ela pousou o dedo sobre seus lábios.
— Traduz pra mim... — ele sussurrou, tentando entender o que o olhar dela
escondia.
Ela sorriu, lenta.
— Pra quê, se teu corpo já respondeu?
E respondeu mesmo.
No jeito que a respiração dele acelerou, no tremor das mãos, no arrepio que
subiu da nuca até o peito.
Ela falava o idioma da pele... aquele que dispensa palavras, mas deixa marcas.
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