quinta-feira, 12 de março de 2026

Teu corpo entende o idioma que minha pele fala.

 Teu corpo entende o idioma que minha pele fala.

O silêncio entre eles era quente, quase palpável.


Ele se inclinou, prestes a dizer algo, mas ela pousou o dedo sobre seus lábios.


— Traduz pra mim... — ele sussurrou, tentando entender o que o olhar dela escondia.
Ela sorriu, lenta.


— Pra quê, se teu corpo já respondeu?

E respondeu mesmo.


No jeito que a respiração dele acelerou, no tremor das mãos, no arrepio que subiu da nuca até o peito.


Ela falava o idioma da pele... aquele que dispensa palavras, mas deixa marcas.

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