Gosto de
quem tenta me decifrar e acaba se perdendo no processo.
Ele achava que já a tinha mapeado.
Que entendia cada gesto, cada pausa.
Mas ela mudou o ritmo, desviou o olhar no momento exato em que ele pensou tê-la
decifrado.
— Achei que te entendi — disse, como quem reivindica vitória.
Ela riu, inclinando-se perto o bastante para o hálito se misturar.
— Então me leu errado.
A confusão dele era o prazer dela.
Não havia guia nem certeza... só o jogo entre o que ela mostrava e o que
escondia.
E quanto mais ele tentava entendê-la, mais preso ficava, sem perceber que esse
era exatamente o plano.
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