Eu leio teus sinais antes mesmo de você admitir.
Ela percebeu antes da confissão.
No jeito como ele evitava o olhar por segundos a mais, na pausa longa entre uma
palavra e outra.
— Como você sabe? — ele perguntou, quase rendido.
Ela respondeu com calma, sem pressa de provar nada.
— Porque teu silêncio fala alto comigo.
Não era adivinhação.
Era atenção.
Aquela capacidade rara de ler o que o outro ainda tenta esconder.
E quando alguém te enxerga assim, não há muito espaço para negar o que já
começou a sentir.