Teu corpo tão perto do meu já é uma promessa difícil de ignorar.
Ele se aproximou devagar, o suficiente para que o ar entre eles mudasse.
Não houve toque — e ainda assim, o corpo dela reagiu como se houvesse.
— Você chega assim sempre? — ela perguntou, sentindo a respiração dele
próxima demais.
Ele inclinou a cabeça, com um meio sorriso.
— Só quando quero que você sinta antes de entender.
Era isso.
A promessa não dita, o quase.
A proximidade que provocava mais do que qualquer gesto explícito.
Porque às vezes o desejo nasce exatamente no espaço que ainda não foi
atravessado.
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