Te deixo confortável o suficiente pra baixar a guarda.
Ela não apressava nada.
Falava no tom certo, ouvia com atenção, respeitava os silêncios.
E isso, mais do que qualquer toque, o desarmava.
— Por que me sinto assim perto de você? — ele perguntou, sem conseguir
explicar.
Ela sorriu de leve, com calma.
— Porque eu sei esperar.
Era ali que o jogo acontecia.
Na segurança que ela oferecia enquanto, sem perceber, ele se entregava.
Porque quando alguém baixa a guarda, não é fraqueza — é desejo pedindo espaço
para ficar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário