sábado, 23 de maio de 2026

Te deixo confortável o suficiente pra baixar a guarda.

 


Te deixo confortável o suficiente pra baixar a guarda.

Ela não apressava nada.
Falava no tom certo, ouvia com atenção, respeitava os silêncios.
E isso, mais do que qualquer toque, o desarmava.

— Por que me sinto assim perto de você? — ele perguntou, sem conseguir explicar.
Ela sorriu de leve, com calma.
— Porque eu sei esperar.

Era ali que o jogo acontecia.
Na segurança que ela oferecia enquanto, sem perceber, ele se entregava.
Porque quando alguém baixa a guarda, não é fraqueza — é desejo pedindo espaço para ficar.

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