Eu te desarmo sem tocar, só ficando.
Ela não se moveu.
Não tocou, não avançou, não disse mais do que o necessário.
E ainda assim, ele sentiu o chão ceder.
— Você não vai fazer nada? — perguntou, inquieto.
Ela sustentou o olhar, tranquila demais para quem tinha tanto poder.
— Já estou fazendo.
Era isso.
A presença.
O jeito de ficar sem pedir licença, de ocupar o espaço emocional sem esforço.
Ela sabia: algumas pessoas não precisam agir — elas acontecem.
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