sábado, 21 de março de 2026

Te deixo à beira do prazer só pra te ensinar a ter paciência comigo.

 Te deixo à beira do prazer só pra te ensinar a ter paciência comigo.

Ele arfava, os olhos pedindo permissão que ela ainda não concedera.


— Isso é tortura — disse, quase num gemido.


Ela passou o dedo devagar pela pele dele, sem pressa de chegar onde ele queria.


— Não. É controle.

Ela sabia o poder do quase.


Do toque que promete e recua, do olhar que oferece e nega, da respiração que alimenta o desejo até ele se tornar fome.


E ele, entre o tormento e o prazer, aprendeu o que ela queria ensinar:
que dominar o tempo é dominar o corpo.

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