Eu gozei, mas o que me destruiu foi o depois... o silêncio.
O corpo ainda tremia, suado, quente, entregue.
Ele sorriu e virou pro lado.
Ela ficou olhando o teto, com o coração pulsando entre as costelas.
— Foi bom pra você? — ele perguntou, com voz baixa.
— Foi tudo. Até o nada que veio depois — respondeu.
Ela sentiu o peso do silêncio se instalar, o mesmo que sempre voltava depois da euforia.
Era o eco de algo que nunca bastava.
Porque às vezes o prazer não preenche... esvazia.
E o que resta é o corpo cansado e a alma faminta.
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