quinta-feira, 26 de março de 2026

Eu gozei, mas o que me destruiu foi o depois... o silêncio.

 Eu gozei, mas o que me destruiu foi o depois... o silêncio.

O corpo ainda tremia, suado, quente, entregue.


Ele sorriu e virou pro lado.


Ela ficou olhando o teto, com o coração pulsando entre as costelas.

— Foi bom pra você? — ele perguntou, com voz baixa.


— Foi tudo. Até o nada que veio depois — respondeu.

Ela sentiu o peso do silêncio se instalar, o mesmo que sempre voltava depois da euforia.


Era o eco de algo que nunca bastava.


Porque às vezes o prazer não preenche... esvazia.


E o que resta é o corpo cansado e a alma faminta.


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