Te deixo à beira do prazer só pra te ensinar a ter paciência comigo.
Ele arfava, os olhos pedindo permissão que ela ainda não concedera.
— Isso é tortura — disse, quase num gemido.
Ela passou o dedo devagar pela pele dele, sem pressa de chegar onde ele queria.
— Não. É controle.
Ela sabia o poder do quase.
Do toque que promete e recua, do olhar que oferece e nega, da respiração que
alimenta o desejo até ele se tornar fome.
E ele, entre o tormento e o prazer, aprendeu o que ela queria ensinar:
que dominar o tempo é dominar o corpo.