Toda conversa nossa começa inocente demais para terminar segura.
A conversa começou simples.
Uma provocação pequena, um sorriso atravessado, um silêncio longo demais.
— A gente devia mudar de assunto — ela disse, já sabendo que não queria.
Ele aproximou o rosto devagar.
— Devia. Mas olha como você continua aqui.
E continuou.
Porque certas conversas não procuram sentido — procuram incêndio.
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