segunda-feira, 7 de julho de 2025

Tenho mais pecado nos olhos do que muito corpo nu por aí.

 Tenho mais pecado nos olhos do que muito corpo nu por aí.

Ela não precisava falar muito.
O olhar já dizia tudo.

Cada vez que ele se aproximava, sentia os olhos dela percorrerem seu corpo com a mesma intensidade de um toque. Mas era mais.
Era como se pecar começasse ali, no silêncio entre os olhares.

— Você sempre me olha assim? — ele perguntou, já suando desejo.

— Assim como?

— Como quem me despe com o olhar.

Ela chegou mais perto, os olhos ardendo sem pudor.

— Eu? Eu peco com os olhos… antes de pecar com as mãos.

Porque o corpo dela era quente. Mas o olhar?
O olhar era fogo disfarçado de convite.

E quem encarasse por tempo demais… já sabia que não escapava do resto.

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