quarta-feira, 30 de julho de 2025

Quero tua boca dizendo meu nome como se fosse prece e pecado.

Quero tua boca dizendo meu nome como se fosse prece e pecado.

Ela não queria apenas ser tocada.
Queria ser invocada.

— Fala meu nome — ela sussurrou, enquanto o corpo dele tremia sob a língua dela.

— Pra quê?

Ela sorriu, deslizando os dedos pelo peito dele até o quadril.

— Pra me invocar.
Pra pecar comigo.
Pra me sentir até perder o juízo.

Ele obedeceu.
Disse o nome dela como quem reza, com fé, com fome, com um fundo de medo do quanto aquilo podia viciar.

E ela gemeu.
Porque não havia prece mais intensa do que ouvir sua identidade na boca de quem treme de desejo.

Ali, entre as palavras e os toques, entre o suor e a entrega…
Eles foram pecado e salvação.
Ao mesmo tempo.
No mesmo corpo.
Na mesma noite.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu fico na tua cabeça muito antes de chegar ao teu corpo.

  Eu fico na tua cabeça muito antes de chegar ao teu corpo. Ela entrou sem bater. Não no quarto — na mente. — Desde quando você está aí? — ...