Tem vontade minha que só tua boca acalma.
Ela falava pouco, mas o corpo inteiro gritava. Não era fácil disfarçar a tensão quando ele chegava perto.
O cheiro, a voz, o jeito — tudo nele parecia cutucar alguma urgência adormecida.
— Por que esse olhar? — ele perguntou, notando o brilho diferente nos olhos dela.
Ela não desviou. Estava cansada de fingir que não sentia.
— Porque tem vontade minha que só tua boca acalma.
Ele sorriu. E ela continuou, num tom mais baixo:
— Não é fome, nem sede. É outra coisa. Mais funda. Mais quente.
Um desejo que nem palavra alcança.
É como se meu corpo inteiro tivesse te esperando, só pra te provar que é na tua boca que eu descanso essa vontade.
E ali, entre o silêncio e o arrepio, ele entendeu.
Não era carência. Era pura lascívia, feita de desejo acumulado, daqueles que não se explicam, só se sentem, com a pele em brasa e a respiração fora do ritmo.
Algumas palavras queimam na pele antes mesmo de serem pronunciadas. Outras tocam sutilmente, deslizam pela mente e se instalam onde o desejo mora. Para os sussurros escritos, para as provocações silenciosas, para as entrelinhas que arrepiam. Aqui, as palavras não são apenas palavras: são toques, são olhares demorados, são promessas subentendidas. Você sente? Então fica. E lê devagar. Me acompanhe no Instagram @instintoardente. Link abaixo.
quarta-feira, 28 de maio de 2025
Tem vontade minha que só tua boca acalma.
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