O jogo começava sutil. Não era sobre pressa, mas sobre provocação. Entre olhares que demoravam um segundo a mais do que deviam e palavras carregadas de duplo sentido, eles se descobriam aos poucos.
— Palavras ou toques? — ele perguntou, brincando com a dúvida.
Ela sorriu de canto, inclinando-se só o suficiente para que ele sentisse o calor da respiração.
— Os dois. Sempre os dois.
Os flertes vinham em pequenas doses, como um veneno doce que se espalhava devagar. Um elogio que parecia inocente, um gesto que dizia mais do que deveria. Um simples roçar de dedos ao entregar um copo. Um sussurro que não precisava ser tão baixo assim.
Ele quis testar. Deixou a ponta dos dedos desenharem um caminho invisível na pele dela, ao mesmo tempo em que sussurrava seu nome. A resposta veio sem palavras, apenas na forma de um arrepio visível.
Ela mordeu o lábio, satisfeita.
— Viu? Se souber usar a voz... pode arrepiar mais do que qualquer toque.
E assim seguiam, flertando sem nunca admitir, desejando sem nunca apressar. Porque o jogo da sedução não estava na conquista rápida, mas na fome que crescia entre uma palavra e um arrepio.
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