Quero teus pensamentos presos onde eu decidir soltar.
— Tá pensando em quê? — ele perguntou, tentando decifrar aquele olhar.
Ela sorriu de canto, maliciosa.
— Em você, mas só porque eu deixei.
Ele riu nervoso, percebendo o quanto aquela frase era uma prisão suave. Não era apenas desejo físico, era mental. Ela sabia exatamente como invadir pensamentos, como ocupar cada espaço de silêncio dele.
— E se eu não quisesse pensar em você? — arriscou.
Ela se aproximou, sussurrando rente ao ouvido:
— Então você já estaria perdido, porque só de cogitar, já me pertence.
E foi ali que ele percebeu: o prazer mais cruel não era o da pele, mas o de ter a mente acorrentada por quem sabia jogar.
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