sábado, 14 de junho de 2025

Sussurra meu nome do jeito que tua boca me imagina.

 Sussurra meu nome do jeito que tua boca me imagina.

— Sussurra meu nome. — ela pediu, com os olhos fixos nos lábios dele.

Ele chegou mais perto, deixou a voz quase sumir.
— Assim?
Ela mordeu o lábio, negando com um gesto sutil.
— Não… do jeito que tua boca me imagina.
Era mais do que uma provocação. Era um convite sem retorno.
Ela queria ouvir sua própria vontade na boca dele. Sentir o som do desejo como se fosse toque.
E ele entendeu.
Disse o nome dela devagar, entre um suspiro e outro, carregando cada letra com intenção.
Ela fechou os olhos. E naquele instante, o som se fez carne.
Não precisavam mais de toque. Já estavam despidos pela voz.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu fico na tua cabeça muito antes de chegar ao teu corpo.

  Eu fico na tua cabeça muito antes de chegar ao teu corpo. Ela entrou sem bater. Não no quarto — na mente. — Desde quando você está aí? — ...