sexta-feira, 11 de abril de 2025

Entre o carinho e o desejo, eu prefiro os dois.

Ela nunca acreditou que o amor precisasse ser dividido entre ternura e intensidade. Sempre achou que os dois podiam andar de mãos dadas — uma mão que afaga e outra que aperta com intenção.

Ele chegou devagar. Como quem pede licença sem dizer nada.

— Você quer carinho ou algo mais intenso? — arriscou, achando que a escolha era necessária.

Ela sorriu, daquele jeito que bagunça qualquer certeza.

— Entre o carinho e o desejo, eu prefiro os dois.

Porque ela queria os dedos que fazem cafuné… mas também sabiam apertar a cintura no momento certo. Queria o beijo leve na testa e o roçar de lábios no pescoço. O afeto no olhar e a malícia no toque.

Ela sabia — e fazia questão de mostrar — que o prazer não morava só no fogo, mas também na calma que vem depois.

E ele entendeu: quando ela escolhe, não escolhe metades. Escolhe tudo. E faz valer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu fico na tua cabeça muito antes de chegar ao teu corpo.

  Eu fico na tua cabeça muito antes de chegar ao teu corpo. Ela entrou sem bater. Não no quarto — na mente. — Desde quando você está aí? — ...