Quando você chega perto, meu corpo esquece a postura.
Ela percebeu no próprio corpo.
No jeito como os ombros relaxaram, na respiração que perdeu o ritmo ensaiado.
— Você fica diferente comigo — ele comentou, observando atento.
Ela sorriu de leve, sem negar.
— Não. Eu fico verdadeira.
Não era falta de controle.
Era excesso de vontade.
A presença dele desorganizava a postura, desmontava a defesa.
E quando o corpo abandona a formalidade, é porque algo dentro já decidiu ficar.
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