sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Eu não quero promessas. Quero teus dedos cavando meu desejo até a alma estremecer.

 Eu não quero promessas. Quero teus dedos cavando meu desejo até a alma estremecer.

Ela já tinha ouvido promessas demais.

Prometeram amor, eternidade, cuidado.
E nenhum deles soube tocar onde realmente importava.

Agora, ela queria outra coisa.
Mais crua.
Mais real.
Mais urgente.

— O que você quer de verdade? — ele perguntou, já meio sem ar, os olhos fixos na boca dela.

— Teus dedos.

Ele riu, meio incrédulo, meio excitado.

— Só isso?

Ela mordeu o lábio e se inclinou, deixando o calor da pele dizer o resto:

— Não.
Quero teus dedos cavando meu desejo.
Quero sentir a fome deles abrindo caminho pela minha carne, até a minha alma estremecer.

Porque quando ela quer, ela não espera.
Ela toma.
Ela puxa.
Ela geme com gosto.

E no fim…
É sempre ele que implora por mais.


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