quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Quero tua mão marcando meu corpo até amanhã me lembrar de você.

 Quero tua mão marcando meu corpo até amanhã me lembrar de você.

Ele deslizou os dedos pela pele dela, firme, quase em desafio.


— E se eu te deixar marcas? — perguntou, como quem ameaça e promete ao mesmo tempo.
Ela respirou fundo, o arrepio denunciando a entrega.


— Então vou carregá-las como lembrança de cada vez que fui tua.

O aperto veio forte, dedos cravados, boca faminta. Não havia espaço para delicadezas, apenas para a urgência que queimava nos dois.


Cada marca era um registro: da pele, da fome, da posse.


E ela, mesmo sabendo do fogo que aquilo deixaria depois, fechou os olhos e se abriu para a ferocidade dele.

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