Quero tua mão marcando meu corpo até amanhã me lembrar de você.
Ele deslizou os dedos pela pele dela, firme, quase em desafio.
— E se eu te deixar marcas? — perguntou, como quem ameaça e promete ao mesmo tempo.
Ela respirou fundo, o arrepio denunciando a entrega.
— Então vou carregá-las como lembrança de cada vez que fui tua.
O aperto veio forte, dedos cravados, boca faminta. Não havia espaço para delicadezas, apenas para a urgência que queimava nos dois.
Cada marca era um registro: da pele, da fome, da posse.
E ela, mesmo sabendo do fogo que aquilo deixaria depois, fechou os olhos e se abriu para a ferocidade dele.
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